Conheça o júri oficial de longas-metragens e curta-metragens

20/03/17

Conheça o júri oficial de longas-metragens e curta-metragens
 
ÁNGEL RUEDA

Programador, curador e realizador, Ángel Rueda é diretor e fundador da (S8) Mostra International de Cinema Periférico em A Coruña, um evento singular na Espanha, com foco especial no cinema avant-garde, performance fílmica, cinema expandido e sua representação em pequenos formatos, igualmente histórico e contemporâneo. Em 2003, fundou o coletivo de cinema Lili Films, uma cinemateca alternativa voltada para a pesquisa, recuperação e análise de arquivos fílmicos. Nesse período, ele fez mais de 20 resgates de filmagens, nas quais explorou a apropriação e cinema performático. Em sua filmografia encontramos obras documentais e filmes-ensaios como Bendida Calle, feito em Super 8, seguindo das ideias de Vertov. El cielo en Super 8, em que ele compartilha a experiência de resgatar do esquecimento filmes familiares, e 50 años em el andamio, um longa-metragem sobre a recuperação de uma das principais obras do cinema amador espanhol. El andamio (1958, Rogerio Amigo), filme de denúncia política e social, feito durante a ditadura de Franco e que foi censurado e desapareceu por um longo período.

CINTHIA GIL
 
Cíntia Gil frequentou a Escola Superior de Cinema e Cinema de Lisboa e licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras do Porto, onde lecionou seminários de Estética.
Desde 2012 ela está codirigindo o Doclisboa - Festival Internacional de Cinema. É membro do conselho da Apordoc - Associação Portuguesa de Documentários.
Participou de vários painéis, conferências e jurados internacionais, em festivais como FidMarseille, Festival de Cinema de Turim, Festival de Mar del Plata, Cruzando a Europa, Festival de Cinema de Sevilha, entre outros.
 
BORIS LEHMAN

Nascido em Lausanne, em 3 de março de 1944, em uma família judia. Estudou cinema na National Filmschool INSAS em Bruxelas, entre 1962 e 1966. Ele é também ator, pianista e crítico de cinema. De 1965 a 1982, ele usou o cinema como meio terapêutico no Centre of Rehabilitation for the Mentally ill persons (Club Antonin Artaud). Ele fez, produziu e exibiu todos os seus filmes por conta própria, como realizador independente por quase 50 anos. A maioria dos seus filmes foi feita em 8 e 16mm. Seus filmes têm sido exibidos em festivais internacionais, museus e cinematecas, sempre em sua presença. Fez sessões em residências, lofts e casas particulares. A revista La Revue Belge du cinema dedicou sua 13ª edição a Boris Lehman, seu cinema e autobiografia (1985). Ele é o autor de três livros publicados pela Les Éditions Yellow Now: Letter to my friends who stayed in belgium, Carta aos meus amigos que ficaram na Bélgica, em livre tradução (1992); Story of my life told by my photographs, História da minha vida contada por minhas fotografias, em livre tradução (2003) e Trying to describe Oneself, Tentando descrever a si mesmo, livre tradução (2006). Seus filmes são distribuídos em DVD pela Re:voir.