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Festival

O FRONTEIRA - FESTIVAL INTERNACIONAL DO FILME DOCUMENTÁRIO E EXPERIMENTAL é um festival de cinema internacional que se dedica a filmes que resistem a formas predominantes da linguagem cinematográfica, questionadores de visões pré-fabricadas de mundo e que oferecem novas formas de ver, pensar e perceber a realidade. O festival é realizado pela Barroca Produções Artísticas e Cinematográficas e está na sua 3a edição, que acontecerá no município de Goiás de 11 a 15 de novembro de 2016 e, em Goiânia de 16 a 25 de março de 2017. A ideia é reunir filmes inéditos em Goiás e na maior parte das vezes inéditos no Brasil, oriundos de vários lugares num panorama significativo do cinema contemporâneo mundial e brasileiro. Na primeira edição foram exibidos 122 filmes e na segunda edição 115, com uma média de 3.500 pessoas passando pelas salas de cinema do evento. 

Em 2014 e em 2015, edições anteriores do Fronteira, foram reunidos durante 10 dias experiências estéticas diversas em espaços tradicionais de resistência cultural em Goiânia e no interior de Goiás. O festival conta com mostras competitivas internacionais de curtas e longas-metragens, mostras especiais, mostra retrospectivas e ações de formação e reflexão como residência de crítica de cinema, workshops, palestras, conversas e sessões comentadas. Em sua programação já exibiu filmes de alguns dos mais importantes realizadores de documentário e experimental do mundo como Harum Farocki, Andrea Tonacci, Abigail Child, Laura Mulvey, Ken Jacobs, Petter Hutton, Phil Solomon, Raul Perrone, Clarisse Hahn, Khavn de La Cruz, Bruce Baillie, Stan Brakhage, Paul Sharits, Nathaniel Dorsky, Rogerio Sganzerla, Helena Ignez, Sylvain George, Adirley Queiroz, Jacques Perconte e Jean-Claude Rousseau. 

 
O projeto Fronteira nasceu do desejo de provocar deslocamentos e oportunidades de livre experiência do cinema e expandir essas oportunidades de fruição artística para espaços fronteiriços, onde muitas visões de mundo se (des)encontram, diferentes tempos históricos entram em conflito, produzindo disputas de grupos distintos, redefinição de limites, violência e resistência. Elege-se no escopo do festival o filme documentário que produz a instabilidade da câmera com aqueles que ela filma, e com aqueles que atuam com ela. Acredita-se nas fronteiras da linguagem. Privilegia-se também o filme experimental como uma tradição de bifurcações, sobreposições de experiências narrativas e não-narrativas. A ideia da fronteira do humano desdobra-se na experiência do cinema, sobretudo, do cinema que enfrenta a indústria, feito em diversas partes do mundo, mas também profundamente marcado pela dimensão territorial. 

O III FRONTEIRA - FESTIVAL INTERNACIONAL DO FILME DOCUMENTÁRIO E EXPERIMENTAL é viabilizado através do Fundo Estadual de Cultura de Goiás, do Programa Goyazes - Lei de Incentivo à Cultura de Goiás,  da Lei Municipal de incentivo à Cultura de Goiânia e do Proext MEC/Sisu com apoio da Universidade Federal de Goiás e do Instituto Federal de Goiás - Câmpus Cidade de Goiás. Tem direção artística de Marcela Borela, Henrique Borela e Rafael Parrode.